Visitantes onlines

Mostrando postagens com marcador Conta um conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conta um conto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2011

A Dor de uma perda

Terça-feira ensolarada e muito quente em Noronha, até aqui no estúdio da FM Noronha Transamérica tá abafado, que calor é esse? Começando o mês de março caliente com um texto que eu recebi de uma amiga e que vou compartilhar com vocês...Espero que gostem.
 
 
Há tempos tenho essas imagens abaixo. Um espetáculo à parte do fotógrafo. Uma "Obra Prima" pela sensibilidade e a paciência daquele momento de tristeza.
Delas são traduzidas todos os sentimentos de uma simples ave, dita irracional. Bem, se é irracional,por favor, peço ajuda com o parecer de vocês posteriormente.
A Morte - A Dor de uma Perda

Foi num dia comum numa praça do Japão esse acontecido. Nessa primeira foto, não sabe-se como o pássaro morreu. Estava ali no asfalto inerte, aquele corpinho sem vida e sem seu
canto. Seria um fato corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande
diferença ...
A Solidariedade
Talvez até por intuição, segundo o relato do fotógrafo, essa ave
que chama o companheiro já sem vida, permaneceu durante o dia
todo pousada próximo à ave morta parecendo pedir algo. Pulava de galho em galho sem temer os que se aproximavam, até chegar bem próximo ao fotógrafo.
A Solicitação
E cantou num tom triste. O homem imaginou que ela pedia algo. Ela voou até o corpinho, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo. E o homem entendeu. Foi ao meio da rua, retirou a ave morta e colocou no canteiro indicado. Só então a ave solidária levantou vôo e, atrás dela, todo o bando...
A Despedida
Num olhar triste tendo a consciência do companheiro morto, como
num último gesto de respeito e talvez até devoção, a ave
permanece alguns segundos junto ao corpinho antes dele ser
retirado da rua para o jardim, a seu pedido. A foto traduz a eloqüência dos fatos, a essência do entender sem nada precisar pronunciar.
Uma Questão de Amor & Carinho
Num ato emocionante, todo o bando, segundo o relato de
testemunhas, com dezenas de aves sobrevoaram o corpinho do
companheiro morto antes de partirem. A foto diz
quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.
Um grito de dor e lamento
Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente, só ela voltou ao corpo e num grito de não aceitação da morte, ainda tenta chamar o companheiro à vida ou uma despedida de amor e carinho como quase não mais existe entre os homens racionais aqui da terra.
Finalizando, esses são fatos que mostram que Deus existe. São demonstrados de tantas formas sublimes. Essa ele quis que o homem visse e traduzisse da melhor forma o poder da criação. Tenta mostrar aqui um exemplo a todos os tiranos do planeta que ele está em todo lugar e atento a tudo.
Agora eu pergunto:

Serão os animais realmente os irracionais?


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tolerância, amor, felicidade, família...


Eu gosto muito de agradecer diariamente a Deus por todas as bênçãos em minha vida! Às vezes eu me esqueço de agradecer a comida no prato na correria do dia, ou esqueço de agradecer pelo tempo bom ou a chuva, mas tem uma coisa que quase nunca eu deixo de agradecer; a minha FAMÍLIA. É com ela que eu aprendo, me divirto, cresço, divido momentos maravilhosos e difíceis, rio, choro... Compartilho a minha vida!
Obrigada meu Deus pelos presentes Ágatha Sofia e Jorge nessa minha vida.
Eu tenho este texto há anos, sempre que leio me dá um nó na garganta e hoje por alguma razão ele me apareceu... Não posso deixar de dividir com vocês... Uma ótima leitura a todos.
"Quando eu ainda era um menino, minha mãe, ocasionalmente, gostava de preparar um lanche, na hora do jantar. Eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia muito duro de trabalho.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastantes queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" - Amor, eu adorei a torrada queimada... Só porque veio de suas mãos ”

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
 Ele me envolveu em seus braços e disse:

"
– Meu filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. 
Eu, também, não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias! O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos os dois, a suprir um as falhas do outro. 

Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando, ela não sabe usar a furadeira, mas, após minhas reformas, faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha de frios como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar e brincávamos juntos durante este tempinho, com sua mãe você chorava, pelo xampu, pelo pentear, etc.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apóia, eu e ela nos completamos.  Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, no dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai: novamente, teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então, filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida a você e ao próximo.

Penso que, o grande problema do mundo atual e globalizado, é a
intolerância pelo ser e o correr incansável pelo ter!
 
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez sentirem-se.
Precisamos exercitar nossa tolerância... Não é nada fácil, mas sempre podemos tentar.
Um domingo de alegria e calor pra todos. Até a próxima.
Paz, Luz e beijinhos.
                     





segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Chove muito em Noronha nessa tarde, estou na rádio fazendo o Balaio de Gato e de repente me deparo com essa frase maravilhosa de Manoel de Barros, é lógico que eu tenho que dividir com vocês...
"Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.
Consegui não descobrir".

Uma ótima tarde pra todos.
Paz, luz e beijinhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A História do Amor

Olá pessoal!!!! 

Estou em casa descansando num sábado maravilhoso e pensando em vocês... Quero dividir uma história que marcou a época em que eu apresentava o Ilha Esperança na FM Noronha Transamérica EM 1999...

A História do Amor

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da Terra.
O ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez que não suportava mais ficar à toa e a LOUCURA, como sempre louca, propôs -lhe :
-- Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou-lhe :
-- Esconde-esconde ? Como é isso ? É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.
O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar.
A VERDADE preferiu não esconder-se. Para quê, se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.
-- Um,dois, três, quatro...
-- começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu tropeçando na primeira pedra do caminho.
A Fé subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE, e assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início, ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e o DESEJO, no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é importante.
Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
-- Um milhão-contou a LOUCURA, e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra.
Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar o DESEJO nos vulcões.
Em um descuido encontrou a INVEJA, e claro, pôde deduzir onde estava o
TRIUNFO.
EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo.
Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem se decidir de que lado esconder-se.
E assim foi encontrando todos.
O TALENTO, entre a erva fresca; a ANGÚSTIA, em uma cova escura; a MENTIRA, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do oceano);e até o ESQUECIMENTO, pra quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.
Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos,quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se.
Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra, O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

Eu desejo a todos vocês um final de semana maravilhoso!!!!
Paz, Luz e beijinhos

Tô de boa Noronha TUMBLR